Implante é uma das especialidades que mais aparece na conversa de quem quer “subir o ticket” do consultório. O atrativo é real — mas o dia a dia mistura cirurgia, prótese, planejamento 3D e muita responsabilidade com o paciente.

O que é implantodontia

É a área que recoloca dentes perdidos com implantes osseointegrados e a prótese sobre eles. Vai de caso unitário simples a reabilitações totais. Exige anatomia, imagem, técnica cirúrgica e visão protética — implantodontista que só “coloca o pino” e some costuma gerar retrabalho.

Rotina típica

  • Triagem e anamnese (saúde sistêmica, ossos, hábitos, expectativa).
  • Planejamento com imagem (tomografia, enxerto ou não, carga imediata ou não).
  • Cirurgia e pós-operatório.
  • Etapa protética e ajustes de oclusão.
  • Manutenção: higiene, retorno, complicações (peri-implantite, perda óssea).

É especialidade de protocolo + comunicação: o paciente precisa entender tempo, custo e cuidados.

Mercado

Demanda alta em várias regiões; custo de formação e kit cirúrgico também. Concorrência com cursos curtos é grande — diferencial costuma ser planejamento sério, documentação e parceria com prótese/periodontia. Começar com casos bem indicados vale mais do que volume no começo.

Primeiros passos

  1. Base cirúrgica e protética antes do “curso de fim de semana”.
  2. Escolha sistema de implante e aprenda o protocolo de ponta a ponta.
  3. Documente foto + imagem + termo de consentimento em todo caso.
  4. Tenha rede de apoio (radiologia, prótese, periodontia).
  5. Só divulgue resultados com autorização e expectativa realista.

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